Andamos em baixa produção, mas hoje estamos de volta.
O QueerLisboa passou, (viva o Queer!) e hoje queríamos falar de um filme que nos marcou mais do que os outros: Weekend de Andrew Haigh.
É, claro está, um filme espectacular. (Que nós somos pessoas crescidas e construtivas e também dizemos bem de coisas.) Mas porque é que o filme nos pareceu tão importante para lhe dedicar todo um post? Vamos descobrir.
A história desenvolve-se em torno de um romance que dura o fim-de-semana que dois rapazes têm juntos até se separarem; mas isso, como em qualquer outro bom filme, serve apenas de mote para uma outra conversa. Aqui, o verdadeiro focus é uma brilhante (ainda que disfarçada) discussão sobre o que é ser-se queer hoje em dia, sobre o nosso papel na sociedade e sobre o confronto do debate mainstreaming queer vs descrição/vergonha.
A história desenvolve-se em torno de um romance que dura o fim-de-semana que dois rapazes têm juntos até se separarem; mas isso, como em qualquer outro bom filme, serve apenas de mote para uma outra conversa. Aqui, o verdadeiro focus é uma brilhante (ainda que disfarçada) discussão sobre o que é ser-se queer hoje em dia, sobre o nosso papel na sociedade e sobre o confronto do debate mainstreaming queer vs descrição/vergonha.
Ena tanta ideologia chata! - assusta-se já o público. Mas não temeis!
A coisa funciona porque é diálogo e debate relevante mas numa lógica que não é intrusiva ou desligada - Deus sabe que as pessoas odeiam aprender coisas novas ou ouvir falar de política, sociologia e afins.. E depois, como diz o ditado: duas carinhas larocas e a malta fica logo receptiva. Pois claro. E funciona.
Vejamos.