O que acontece aos jovens que são expulsos de casa por serem LGBT? Que respostas e apoios temos disponíveis para a nossa juventude em risco? Que papel têm as organizações LGBT em criar respostas concretas para o bem estar da nossa população? Porque é que se andava por aí a cantar a Somewhere Over The Rainbow?
A Rita Paulos da Casa Qui junta-se a nós para nos algumas respostas a estas perguntas e para partilhar conosco a sua perspetica sobre a evolução do activismo LGBTQ em Portugal.
No Youtube: http://youtu.be/Ui7xV1EflMo
"O isolamento é muito maior, e os proprios factores de proteção e o suporte social não são os mesmos. Enquanto que no caso de alguém parte de uma minoria étnica ao ser discriminado na escola, a probabilidade da família partilhar essa característica é muito grande, e, portanto se houver alguma situação de discriminação, tem ali um suporte concreto em casa (o que é muito importanto, porque a família e as figuras parentais são determinantes para criar resiliência e para consolidar a auto-estima de um adolescente); aqui não temos essa garantia, e mais grave, temos muitas vezes os tecnicos e as tecnicas sem querer a chamar os pais e falar-lhes destas questões quando não devem e não podem fazê-lo sem autorização destes adolescentes e sem garantir que há um plano b se alguma coisa corre mal. E isto é de tal maneira grave que o risco de suicídio aumenta drásticamente quando a família sabe e reaje mal."
Notícia no Público: "Como lida a protecção de menores com jovens gays e lésbicas? Nem sempre bem" http://bit.ly/1tQKHrV
Casa Qui: http://www.casa-qui.pt/
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10 novembro, 2014
03 novembro, 2014
Bichas Podcast // Famílias: Mães, Pais e Aceitação (conversa com a Amplos)
Desafio desta semana: Vejam o novo episódio com as vossas mães e os vossos pais ou mostrem-lho, e contem-nos o que é que aconteceu. (,:
"Às vezes acontece que há famílias que nos chegam, ou chega uma mãe cujo o filho lhe disse [que é LGBT] e para ela aquilo está mais ou menos a ficar estruturado, mas fica ali "arrumadinho". Ou seja, "eu sei, tu sabes, mas o resto da família não". Abre-se um bocadinho a porta do armário mas em vez de sair um, entra outro lá para dentro."
Neste episódio conversamos com a Manuela (da Amplos) sobre as mães e os pais portugueses de pessoas LGBT e as suas aflições, conflitos, apoio e o caminho para a aceitação.
Link do video: Bichas Podcast // Famílias: Mães, Pais e Aceitação
"Se o vosso filho teve a coragem e a confiança em vocês de vos confiar esta parte da vida dele, nós só temos de estar ali, ao lado dele. Como a nossa conferência se chamava "ao teu lado", e é aí que temos de estar. Ao lado dos nossos filhos."
"Às vezes acontece que há famílias que nos chegam, ou chega uma mãe cujo o filho lhe disse [que é LGBT] e para ela aquilo está mais ou menos a ficar estruturado, mas fica ali "arrumadinho". Ou seja, "eu sei, tu sabes, mas o resto da família não". Abre-se um bocadinho a porta do armário mas em vez de sair um, entra outro lá para dentro."
"Nós não sabemos, nem estamos muito preocupados em saber se uma criança vai ser transsexual, se vai ser homossexual, se vai ser heterossexual. A nós o que nos preocupa é que as crianças tenham direito a ter uma infância feliz, da maneira como elas querem fazer a sua infância. Há muita resistencia, mas felizemente já temos pais que dizem uma coisa muito boa: "Eu não vou, nem quero mudar o meu filho. A sociedade é que vai ter de mudar, não o meu filho" e isso é extremamente importante."
Sobre a Amplos: http://www.amplos.pt/
"Somos um grupo de pais que se propõe lutar por uma sociedade mais justa, opondo-nos a todas as formas de discriminação. Pela forma como nos toca enquanto pais, concentrar-nos-emos preferencialmente no combate às formas de discriminação relacionadas com a orientação sexual e identidade de género."
"Às vezes acontece que há famílias que nos chegam, ou chega uma mãe cujo o filho lhe disse [que é LGBT] e para ela aquilo está mais ou menos a ficar estruturado, mas fica ali "arrumadinho". Ou seja, "eu sei, tu sabes, mas o resto da família não". Abre-se um bocadinho a porta do armário mas em vez de sair um, entra outro lá para dentro."
Neste episódio conversamos com a Manuela (da Amplos) sobre as mães e os pais portugueses de pessoas LGBT e as suas aflições, conflitos, apoio e o caminho para a aceitação.
Link do video: Bichas Podcast // Famílias: Mães, Pais e Aceitação
"Se o vosso filho teve a coragem e a confiança em vocês de vos confiar esta parte da vida dele, nós só temos de estar ali, ao lado dele. Como a nossa conferência se chamava "ao teu lado", e é aí que temos de estar. Ao lado dos nossos filhos."
"Às vezes acontece que há famílias que nos chegam, ou chega uma mãe cujo o filho lhe disse [que é LGBT] e para ela aquilo está mais ou menos a ficar estruturado, mas fica ali "arrumadinho". Ou seja, "eu sei, tu sabes, mas o resto da família não". Abre-se um bocadinho a porta do armário mas em vez de sair um, entra outro lá para dentro."
"Nós não sabemos, nem estamos muito preocupados em saber se uma criança vai ser transsexual, se vai ser homossexual, se vai ser heterossexual. A nós o que nos preocupa é que as crianças tenham direito a ter uma infância feliz, da maneira como elas querem fazer a sua infância. Há muita resistencia, mas felizemente já temos pais que dizem uma coisa muito boa: "Eu não vou, nem quero mudar o meu filho. A sociedade é que vai ter de mudar, não o meu filho" e isso é extremamente importante."
Sobre a Amplos: http://www.amplos.pt/
"Somos um grupo de pais que se propõe lutar por uma sociedade mais justa, opondo-nos a todas as formas de discriminação. Pela forma como nos toca enquanto pais, concentrar-nos-emos preferencialmente no combate às formas de discriminação relacionadas com a orientação sexual e identidade de género."
04 novembro, 2012
Médicos, Blocos de Cimento e Sangue Mau: Resultados do Protesto "Sangue a Ferver".
Nação!
Pois é; lá aconteceu a nossa bonita acção. Este sábado, a partir das 16h, estivemos no Instituto Português do Sangue a reclamar que "o sangue gay também salva vidas" e a confirmar as dúvidas daquilo que temíamos ser realidade.
Não éramos muitos mas conseguimos chegar à conclusão que procurávamos, infelizmente.
E porque este assunto não é um assunto simples; seja porque muita gente se recusa a acreditar que esta situação acontece de facto, ou porque ainda existem muitas pessoas que fingem que isto faz todo o sentido, achámos por bem, desta vez, deixar um testemunho pessoal. Neste testemunho contamos aquilo que se passou, passo a passo, na conversa que tive com uma médica no IPS em Lisboa este sábado. Para ficar como prova, como discussão e como história.
E porque este assunto não é um assunto simples; seja porque muita gente se recusa a acreditar que esta situação acontece de facto, ou porque ainda existem muitas pessoas que fingem que isto faz todo o sentido, achámos por bem, desta vez, deixar um testemunho pessoal. Neste testemunho contamos aquilo que se passou, passo a passo, na conversa que tive com uma médica no IPS em Lisboa este sábado. Para ficar como prova, como discussão e como história.
Versão curta: Confirma-se, este país é um buraco e é verdade que em Portugal os homens gays não podem dar sangue. Ponto. Sem discussão absolutamente nenhuma. Os que, por acaso, o conseguem fazer, é porque ou mentem nos questionários, ou porque volta e meia têm sorte e encontram um médico que se esqueceu de seguir as políticas do Instituto. Esta é prática oficial, diga o IPS o que disser nos seus comunicados oficiais.
Aquilo que vos vou partilhar daqui para a frente foi a minha experiência pessoal deste passado sábado (3 de Novembro) na minha tentativa de doação de sangue na sede do IPS em Lisboa.
25 outubro, 2012
Sangue a Ferver - Ação Sábado dia 3!
Isto é uma convocatória para uma acção + protesto. O Bichas precisa de vocês e do vosso sangue (a ferver)! ❤
Estamos
a chamar-vos, bichas amigas leitoras, e a todas as organizações
activistas Queer ou outras nesta Portugália. Os detalhes da acção
estão no fim.
Apresentamo-vos primeiro a perspectiva histórica da coisa porque somos bichas organizadas. Aqui vai.
Apresentamo-vos primeiro a perspectiva histórica da coisa porque somos bichas organizadas. Aqui vai.
História:
Para aqueles que andam meio distraídos, os homens gays Lisboetas continuam proibidos de doar sangue. Histórias como esta, embora
não sendo muitas na comunicação social, acontecem com alguma frequência e todos nós na
comunidade queer sabemos bem disto.
E o que está a acontecer com esta exclusão dos dadores de sangue por via da sua orientação sexual é, ou as pessoas que realmente querem dar sangue estão a mentirem sobre a sua orientação sexual (como sabemos que acontece tantas e tantas vezes noutras situações...) para o poderem fazer, ou então simplesmente - porque não se querem sentir excluídas e enganadas estão simplesmente a deixar de o fazer. Em qualquer dos casos, estamos a perder todos. Menos sangue, menos integridade, menos justiça. Ninguém devia de ter de escolher entre ser íntegro e honesto, e poder contribuir para salvar vidas.
Vejamos.
E o que está a acontecer com esta exclusão dos dadores de sangue por via da sua orientação sexual é, ou as pessoas que realmente querem dar sangue estão a mentirem sobre a sua orientação sexual (como sabemos que acontece tantas e tantas vezes noutras situações...) para o poderem fazer, ou então simplesmente - porque não se querem sentir excluídas e enganadas estão simplesmente a deixar de o fazer. Em qualquer dos casos, estamos a perder todos. Menos sangue, menos integridade, menos justiça. Ninguém devia de ter de escolher entre ser íntegro e honesto, e poder contribuir para salvar vidas.
Vejamos.
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